Esta série é uma continuação de minha pesquisa sobre as sistematizações humanas em relação ao mundo material do capital. Objetos de Acúmulo quer refletir sobre nossa obsessão em coletar bens como meio de preencher algo que nem mesmo sabemos o que é. Muitos objetos e situações de posse tomaram tal proporção social que pervertem nossa consciência sobre nossas necessidades.
Para reforçar o estranhamento de tais atitudes, transformo imagens coletadas nas revistas e jornais de nosso dia a dia, criando uma atmosfera de dúvida. Cores com combinações não habituais, distorções de imagem e expressões inerentes à técnica pictórica são direcionadas a nos proporcionar um certo incômodo, para nos questionar as normalidades de nossa realidade.
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6 de mai. de 2009
17 de abr. de 2009
23 de mar. de 2009
12 de fev. de 2009
Pinturas 2004: Basta uma falha sua para você perder um grande amor
O slogan estava escrito em uma filipeta recebida ao caminhar pelas ruas da cidade. Na propaganda de uma dentista que mostrava um casal onde o homem tinha um dente a menos. Um espaço!
O dente que falta abre espaço para símbolo. A frágil imagem da beleza é exposta e refletida na mente de quem vê. Este tema é tratado por alguns artistas na Europa, nos séculos XVI e XVII, que se auto retratavam como demonstração da fragilidade da existência humana. A falta desse dente nos indica a caveira, nos lembra que eles (os dentes) são a única parte visível do esqueleto, da base de nossa matéria em vida.
Basta uma falha sua para você perder um grande amor - Júlia (acrílica sobre tela, 2004)
Basta uma falha sua para você perder um grande amor - Marcos (acrílica sobre tela, 2004)
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